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Meio milhão de mortes são evitáveis: é hora de fortalecer a colaboração internacional

Hoje é o Dia Mundial da Malária. Embora o controlo da malária tenha registado grandes progressos e evitado cerca de 2,2 mil milhões de casos e 12,7 milhões de mortes desde 2000, a doença continua a ser um problema de saúde global: a malária causa grandes custos económicos e mais de meio milhão de mortes todos os anos. As crianças com menos de cinco anos e as mulheres grávidas são particularmente afetadas.

 

‘A malária é prevenível e tratável’

Para evitar isto, é necessária uma maior cooperação global. Sistemas de saúde frágeis, resistência crescente aos medicamentos e insecticidas e os efeitos das alterações climáticas ameaçam o progresso que foi feito. O controlo bem sucedido da malária exige inovação em novas medidas e estratégias de controlo, bem como investimentos sólidos e sustentáveis. De acordo com o último Relatório Mundial sobre a Malária da OMS, serão necessários 4,3 mil milhões de dólares americanos até 2023 para retomar o controlo da malária e atingir as metas de 2030. Este dinheiro seria bem investido: Uma redução de 90% nos casos de malária até 2030 poderia aumentar o produto interno bruto nos países afectados pela malária em 142,7 mil milhões de dólares americanos. É por isso que o tema do Dia Mundial da Malária deste ano é: “Reinvestir, Reimaginar, Reacender”.

A malária é prevenível e tratável. Combatê-la não é apenas um imperativo ético — é um investimento inteligente num futuro mais saudável, justo, seguro e próspero para todos. Para o conseguir, precisamos de mobilizar uma cooperação global mais ampla e construir parcerias mais fortes entre os sectores. — Dr. Michael Adekunle Charles, CEO, Parceria RBM para Acabar com a Malária

Os programas de austeridade estão a colocar em risco o progresso

Actualmente, está a acontecer o contrário: os cortes maciços nas áreas da saúde global, investigação, ciência e inovação por parte de vários governos — incluindo a Suíça — estão a agravar uma situação já crítica: cerca de um quarto do financiamento em saúde global está a ser cortado a nível mundial. Os programas de saúde, os projectos de investigação – e, em última análise, as vidas humanas – estão em causa: em 2023, o número global de mortes por malária foi de 597.000, em comparação com 578.000 em 2015. “As inovações e investimentos suíços contribuíram para o sucesso no controlo e eliminação da malária ao longo de décadas. Como resultado, foram estabelecidos programas eficazes e sustentáveis ​​em países endémicos de malária, salvando inúmeras vidas. Devemos basear-nos nestes sucessos para finalmente alcançar o objetivo de erradicação global da malária.” — O Prof. Doutor Manuel Hetzel, Presidente do Grupo Suíço da Malária (SMG)

Organizações e institutos de investigação suíços também foram afetados

A Suíça é um ator importante na esfera da saúde global: é sede de empresas farmacêuticas globais, de organizações internacionais de referência como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e de institutos de investigação de renome como o Swiss TPH e organizações humanitárias, que estão comprometidas com a saúde em todo o mundo. Tanto os projectos internacionais de Genebra como os de investigação e cooperação estão comprometidos pelos cortes internacionais e nacionais na saúde global. Como país pequeno, a Suíça não consegue compensar as lacunas de financiamento. No entanto, é importante que a Suíça faça jus à sua posição especial na saúde global e continue a investir na investigação, inovação e
cooperação global.

Com isto em mente, oGrupo Suíço contra a Malária (SMG) e a Aliança contra as Doenças Tropicais Negligenciadas
A Doenças (SANTD) está a convidar os parlamentares para uma viagem de estudo às organizações membros do SMG e do SANTD em Basileia. A visita à Swiss TPH e à Novartis oferece insights sobre a investigação de ponta, o compromisso e a inovação suíça na interface entre os negócios e a saúde global.

 

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